domingo, 22 de julho de 2012

O SER EMOCIONAL QUE SOMOS, NOVO ARTIGO DE IARA MACHADO


O homem e a mulher, pela sua estrutura evolutiva, são essencialmente, seres emocionais. Recém-saídos do instinto, em processo de conscientização, demoram-se no trânsito entre o primarismo – a sensação – e a razão, passando pela emoção. (Joanna de Angelis, 2000).

O Ser Emocional que somos contribui no atual estágio de evolução da humanidade para a transição entre a condição instintual anteriormente predominante e a condição mental superior que advirá no próximo momento planetário.

Vivemos o desafio do momento contemporâneo, onde o desejo primário e egoíco começam a serem incomodados pelas diversas emoções que fluem positiva e negativamente, convidando o Ser a humanização. O conforto/desconforto do cardíaco diante das vivências diárias sinaliza a passagem para reflexão sobre o desejo pessoal e a vontade de interagir com o outro de modo agradável.

A emoção bem direcionada torna-se um dínamo gerador de estímulos e forças para realizações expressivas, promovendo aqueles que a comandam, como pode fazer-se instrumento de desgraça, caso lhes fuja ao controle. (Joanna de Angelis, 2000).

Assim, o indivíduo é a convidado a educação das expressões emotivas e afetivas, através do pensamento, isto é, da análise mais cuidadosa do desejo pessoal e da adequação social da ação.

O verdadeiro bem estar só pode ser presentificado se a atitude pessoal não gerar danos a alguém, e o aprendizado desse valor auxilia a harmonia entre o sentir pensar fazer como um encadeamento natural do processo evolutivo.

Inicialmente, cada indivíduo deve realizar uma avaliação a respeito da própria emotividade, para identificar se a mesma se encontra embotada, exaltada, indiferente, apaixonada ou sob estímulos enobrecedores. (Joanna de Angelis, 2000).

Quando identifica-se uma manifestação emocional recorrente e desagregadora, é importante o olhar individual e compassivo sobre si mesmo, a fim de encontrar a causa primária daquela expressão danosa, primeiramente para o próprio portador. Entender que nenhuma emoção deletéria manifesta alcança o outro sem ter antes machucado o próprio autor da agressão, é um elemento simples para cada qual perceber o quão alto é o investimento de energia para se nutrir do mau alimento emocional.

A tarefa primeira para a liberação das emoções negativas enquanto comportamentos padronizados é a escuta interna cuidadosa das reações que liberam emoções como a mágoa, o ciúme, a inveja, o ódio, a soberba, dentre outros, ou seja, manter a atenção no por que aquela emoção negativa emergiu quando houve a vivência dessa ou daquela experiência. Lembrando que,

A insegurança pessoal responde pelo descontrole da emoção na conduta do relacionamento com outras pessoas e não são as circunstâncias que se fazem responsáveis pelo bom ou mau humor do indivíduo, mas a forma pessoal como ele as encara. (Joanna de Angelis, 2000).

Desse modo, cada pessoa se torna realmente autor da sua história de vida. A responsabilidade emocional é pessoal e intransferível. Todo indivíduo pode aprender a fazer a escolha do caminho da integração e interação entre o sentir pensar e fazer, pois que,

O desenvolvimento da emoção é imperativo da reencarnação do Espírito, que se aprimora, etapa a etapa, no processo da evolução, passando pelas sucessivas experiências carnais. (Joanna de Angelis, 2000).

Enquanto seres emocionais os indivíduos poderão usufruir de modo mais consciente as habilidades e capacidades de manifestação dos sentimentos saudáveis e suaves que permeiam as matrizes delicadas da Alma.

Fonte: AUTODESCOBRIMENTO: Uma busca interior. Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis (Espírito). Alvorada Editora. 2000

Iara Machado é espírita, trabalhadora da Federação Espírita Paraibana e psicóloga.

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